A Europa está cansada de ver os seus “unicórnios” voarem para o outro lado do Atlântico.

Se olharmos para o mercado europeu de inovação, percebemos que o problema não é a falta de talento ou de ideias. O problema é o “custo do crescimento” no nosso continente.

Porquê?

  • Aversão ao Risco: O sistema financeiro europeu ainda prefere o “seguro” ao “disruptivo”.
  • Fragmentação Letal: Operar em 27 Estados-membros significa lidar com 27 leis laborais, fiscais e de insolvência diferentes.
  • O “Vale da Morte” do Scale-up: Enquanto nos EUA 32% das empresas que recebem seed funding chegam à Série A, na Europa ficamos pelos 23%.
  • Fuga de “Sede”: 12% das nossas empresas tecnológicas acabam por se mudar para o estrangeiro para conseguirem escalar.

A solução apresentada esta semana pela Comissão Europeia a estes desafios?
O 28.º Regime.

Um quadro jurídico único e digital, válido em toda a UE, que permite:

  • Fundar uma empresa em 48 horas (ou menos).
  • Stock Options uniformes: Um plano europeu (EU-ESOP) para atrair e reter o melhor talento global, sem as barreiras fiscais atuais.
  • Custo de falha reduzido: Processos de reestruturação mais ágeis. Em tech/deeptech, estar 2 anos atrasado num mercado nascente é o mesmo que morrer.

Se reduzirmos o tempo de abertura de uma empresa de 10 para 2 dias, o investimento em Venture Capital na Europa poderéá disparar cerca de 445 mil milhões de euros.

Considera que a burocracia é hoje o maior travão à inovação na Europa? Ou falta-nos, acima de tudo, capital de risco com maior apetite? 


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