Passou um ano desde que as primeiras linhas do diagnóstico de Mario Draghi sobre a competitividade da União Europeia foram apresentadas. Este momento iniciou um debate sobre o futuro da nossa economia, um debate que se começa a materializar em ações concretas e define o rumo da inovação para a próxima década.
O Compasso para a Competitividade Ganha Dinâmica
A resposta ao repto de Draghi começa a tomar forma. A agenda estratégica do Conselho Europeu para 2024-2029 coloca a competitividade como pilar central. As discussões atuais apontam para um novo “Pacto para a Competitividade”. Os seus eixos focam-se na integração do Mercado Único, em particular nos setores das telecomunicações e dos mercados de capitais, com o objetivo de mobilizar o investimento privado necessário para a dual transition, verde e digital.
O Próximo Programa-Quadro (FP10) em Esboço
O debate sobre a competitividade influencia de forma direta a arquitetura do futuro programa para a investigação e inovação.
Do que já é conhecido o FP10 apresenta-se como uma evolução face ao Horizonte Europa, esperando-se um programa com foco na liderança tecnológica da Europa em áreas estratégicas. A simplificação dos processos de candidatura e gestão de projetos é uma prioridade transversal. A soberania tecnológica e a autonomia estratégica serão, sem dúvida, vetores na definição das suas prioridades de financiamento.
Para as empresas do setor digital, estas mudanças representam um mapa de oportunidades. O alinhamento das estratégias de inovação com as prioridades europeias será fundamental para capturar o valor que emerge desta nova visão para a Europa. A questão que se coloca é: como está a sua organização a preparar-se para este novo ciclo de inovação e competitividade?
