O relatório “Resilience Pulse Check: Harnessing Collaboration to Navigate a Volatile World” do Fórum Económico Mundial (WEF) analisa o estado atual da resiliência no setor privado face a um cenário de riscos crescentes e interligados.
O estudo, baseado num inquérito a mais de 250 líderes do setor privado, revela uma lacuna a ter em conta entre a crescente consciência da importância da resiliência e a capacidade das empresas de se prepararem eficazmente para disrupções.
Conclusões chave
- Aparente falta de preparação generalizada: Apesar de reconhecerem a necessidade de implementar ações para dinamizar a resiliência, 84% das empresas referem não estar preparadas para enfrentar as disrupções atuais e futuras. Está falta de preparação é particularmente evidente em áreas como a adaptabilidade a longo prazo e a gestão proativa de riscos.
- Priorização do curto prazo: As empresas tendem a concentrar-se em ações defensivas de curto prazo, como controlo de custos e segurança de dados, em detrimento de estratégias proativas e de longo prazo, como planeamento de cenários e desenvolvimento de capacidades de previsão (foresight)
- Importância da liderança: Uma liderança resiliente, em todos os níveis da organização, é crucial para promover uma cultura de adaptabilidade, aprendizagem contínua e empoderamento dos funcionários.
- Colaboração público-privada: A construção de resiliência a longo prazo requer uma colaboração eficaz entre o setor público e o setor privado, especialmente em áreas como acesso a capital, estabilidade macroeconómica, investimentos sustentáveis e desenvolvimento de capital humano.
É previsto que as maiores diferenças na resiliência entre empresas irão manifestar-se em áreas como a capacidade de adaptação a disrupções tecnológicas (caso mais recente da InteligênciaArtificial ou Cibersegurança), a gestão de riscos geopolíticos e a capacidade de integrar práticas sustentáveis nas suas estratégias de negócio. As empresas que investirem em previsão estratégica, flexibilidade organizacional e colaboração intersectorial estarão melhor posicionadas para navegar num mundo em constante mudança.
O relatório destaca a necessidade urgente das empresas reavaliarem as suas estratégias de resiliência, integrando-as nos seus planos de longo prazo e cultivando uma cultura de adaptabilidade e proatividade. A colaboração entre os setores público e privado é essencial para criar um ambiente propício ao desenvolvimento de resiliência, permitindo que as empresas e a sociedade prosperem num mundo cada vez mais complexo e incerto.
